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quinta-feira, 15 de março de 2012

Nossa Bandeira




Em 1833 foi criada a primeira escola normalista no Brasil que na época era Império sendo instituição firmada por uma clientela feminina e expandida de forma elitista, pois estabelecia um status na profissão, mas dispensável quanto a qualidade da remuneração. Era o amor pela vocação do magistério. Neste período não havia uma lei nacional regendo o ensino normal. Cada instituição orientava-se perante normas de seus estados. Este período também foi marcado pela difusão dos ideais liberais que questionavam o império e defendiam o individualismo , a prosperidade, a igualdade e a expressão do ensino. Todo este movimento de difusão cultural, no entanto, concentrou-se somente na área quantitativa.
Os anos entre 1930 a 1960 marcaram o Brasil por mudanças econômicas, políticas e sociais. Estas mudanças foram resultantes pelo “crack” da bolsa de valores de NY nos EUA que desestabilizou a economia americana influenciando na economia mundial. O Brasil que mantinha sua economia baseada no café com leite começou a despertar-se para a industria. A mão de obra brasileira, porém não era qualificada para manuseio de máquinas. O Brasil necessita de escola para se desenvolver. Criou-se, portanto, a Lei Orgânica de Ensino (1942-460) onde o ensino profissionalizante na preparação dos professores passou-se a organizar-se por diretrizes e normas nacionais.
Educadores intelectuais iniciaram na década de 40 reivindicações pelo ensino normal gratuito e não só mantidos por ordens religiosas. Este movimento propagou-se por quase 30 anos. Acreditavam que se o ensino normal fosse público novas propostas pedagógicas poderiam ser desenvolvidas. O aluno não seria mais uma tabula rasa onde preriquisitos estanques seriam jogados sem favorecer a construção da aprendizagem. Muitas escolas foram construídas na Ditadura militar, mas em especial na década de 70 o governo atendeu os anseios da população criando escolas normais publicas.
O Brasil necessitava como nunca de professores. Os professores existentes aumentaram, por isso, sua carga horária de aula. A remuneração ainda não é a ideal. Devido a elevada jornada de trabalho a vocação de professor torna-se uma profissão desgastada, passiva as mudanças da degradação do ensino e a sua responsabilidade de ensinar, além de não ter mais o prestigio em lecionar.
A lei 5692/71 ainda não mudava significativamente o ensino. O ensino continuava a ser transmitido de forma superficial, não havendo nenhuma articulação do aluno com o processo de ensino e aprendizagem com a realidade, vivencias. A nova LDB sancionada em 1996 é inovadora, pois destaca pela primeira vez o papel da escola e a importância dos professores no processo ensino e aprendizagem como, por exemplo, o da elaboração do Plano Político Pedagógico, administrar os recursos humanos, materiais e financeiros assim como executar a proposta pedagógica, criando processos de integração dos alunos a sociedade, informar pais e responsáveis sobre o rendimento dos alunos. Nesta resolução da LDB o curso normal fica como formação mínima ara lecionar na educação infantil e nas séries finais do ensino fundamental. A pedagogia e o normal superior ficam estabelecidos como graduação em patamar elevado do magistério. Atualmente esta no senado a proposta 3971/08 que deseja alterar a 9394/96 em alguns de suas proposições. O curso normal caso a lei seja aprovada ficaria habilitado a lecionar somente a educação infantil. Os anos iniciais ficariam lecionados somente por pedagogos. A lei ainda não foi sancionada, mas os planos de carreira do magistério em diversos municípios estão sendo sugeridos modificações. O magistério que não concordam em sofrer estas modificações está manifestando sua opinião. Capacitar é necessário, mas abdicar o normal da identidade cultural brasileira é desvalorizar a caminhada que o magistério trilhou na educação. O Brasil não pode mais ter um campo de professores formados somente com o curso normal de três ou quatro ano de ensino normal médio ou dois normal pós médio em nível profissionalizante, no entanto, não valorizar a importância deste curso torna-se ilusório. Um profissional nunca esta preparado. O curso normal tem que ser o pré-requisito para se cursar uma graduação de licenciatura, mas especial à pedagogia. O curso normal instrui a pratica e a pedagogia constrói a reflexão perante a pratica. Estuda-se muito pouco para lecionar. Assim como o Brasil educou-se com o ensino do curso normal o normal ao longo de sua trajetória como formação profissional tem se educado com o Brasil em sua proposta de ensino. O curso normal propaga seu ensino onde lecionar é como fazer uma receita de bolo. O aluno poderá dar certo se houver os ingredientes necessários, mas se caso não der certo é resultado da qualidade do forno, isto, é educação. E a pedagogia é reinventar a receita constantemente. Educar é orientar-se por receitas, mas a reinventando e criando novos resultados cada vez mais saborosos.
Mudar é preciso. É necessário. O curso normal sempre foi refém da influência econômica, política, social, ideológica e cultural no Brasil, mas desvalorizar em quanto a sua habilitação atribuindo somente a pedagogia a graduação ampla de lecionar na formação de crianças é contraditório perante a sua pratica pedagógica. O aluno para concluir o curso normal tem que realizar um mínimo de 400 horas ministrando aulas enquanto a pedagogia somente 40 horas. Contraditório, além de ilusório. Onde se visa a prática? Desejo ao ensino uma educação completa, ampla, construída e valorizada ao longo de sua história sendo o normal e a pedagogia dois ensinos propostos de modo contextualizador na prática pedagógica onde ambos se complementem.

O uniforme do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho localizado em Niterói no Rio de Janeiro, a tradicional saia de pregas com a meia e sapatilha ainda é utilizada.




O uniforme ideal para o dia da normalista

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SÍMBOLO DA PROFESSORA NORMALISTA ANTIGO MAGISTÉRIO?

A coruja trás como significado "o ver a totalidade", ou seja, ela, através da sabedoria, nos dá a possibilidade do ver as coisas na sua totalidade, o consciente e o inconsciente. Esse animal tem a capacidade de ver na escuridão, o que significa também ampliação dos limites da percepção. A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os níveis.


O que eram as (moças) normalistas da década de 60?

Eram moças q estudavam em "Escola Normal" por isso as chamavam de normalistas. As escolas" Normal" (ensino médio) preparavam as moças para serem professoras.
Portanto as normalistas eram as futuras professoras do primário,(alfabetização,1º,2º,3º,4ºano)
eram consideradas o orgulho da família.

sábado, 17 de dezembro de 2011

UM VÍDEO QUE FALA SOBRE: O QUE É SER NORMALISTA?


Normalistas, por que não? por pgjr23

Normalista - Nelson Gonçalves

A HISTÓRIA DO MAGISTÉRIO NO BRASIL.

Magistério no Brasil

No Brasil, a habilitação para o magistério é obtida dentro do segundo grau magistério. Até 2012, os professores que obtiveram formação em Nível Médio (antigo curso) poderão exercer a profissão para estudantes de Educação Infantil e do primeiro segmento do Ensino Fundamental.
Atualmente, no nível superior, há Licenciatura Curta (habilita para todas as séries do Ensino Fundamental) e Licenciatura Plena (habilita também para o Ensino Médio). Contudo, atualmente é mais comum nas universidades apenas a oferta da Licenciatura Plena.
Ainda há Licenciaturas Especiais, de curta duração, voltadas para os educadores já habilitados pelos cursos pedagógicos ou em exercício da profissão, mas sem as devidas habilitações de nível superior que passaram a ser exigidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996.